Chegámos á serra as duas da manhã, numa aldeia esquecida de Portugal, pela redonda lua cheia dando-nos a luz para podermos enveredar por aqueles caminhos.
Descemos um trilho sinuoso, levando-nos até ao rio, que atravessámos, passando de pedra em pedra.
Éramos sete, uns alumiavam o caminho, enquanto outros ajudavam-se mutuamente naquele caminho tortuoso, entre nós, estava uma mãe com um filho ás costas.
O regresso ás origens.
O regresso á parte mais profunda de mim, á parte do meu ser que jamais esqueci.
O regresso a viver rodeada de verde, entre montes, bosques, rios, lagos e mar.
O regresso á liberdade do corpo, da mente e da alma que se eleva.
O regresso á nudez de espírito e de corpo.
Fazendo parte de cada árvore e folha, planta e verde, azul e sol que me aquece o rosto.
Eramos um grupo de 27 pessoas, caminhámos por três horas, desde as 23h00 até ás 2h30 da madrugada, na mágica serra de Sintra.
Era uma noite sem luar, mas com o céu repleto de estrelas. Era uma noite amena, sem frio nem vento.