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8.12.10

Naked * A Nú * A desnudo * Le nu


Fecho os olhos e imagino quando voltaremos a estar juntos, num abraço que precede o tempo, se esvai numa memória perdida.
Um abraço reencontrado que as palavras não podem exprimir.

Gostava de conhecer uma nova forma de Amar,
E nesse conhecer, uma nova palavra inventar.
Porque a palavra Amor está estragada, banalizada.
Diz-se vezes sem conta, vazia, desprovida de valor.
Gostava de me sentir em casa, num amor amigo, cumplice, sincero, apaixonado.
Gostava de olhar no fundo dos teus olhos e não precisar falar.

10.9.10

Reports of an inaudible murmur * Relatos de um murmúrio inaudível * Los informes de un murmullo audible * Rapports d'un murmure sonore


Ai!!!
Que vontade de gritar!...
Que coisa tão incerta,
Que sabes que se é certa
A força que puxa e te empurra.
E um outro eu diz que não, trava, retrai,
Frena a vontade.
Vontade de rebentar com as correntes,
De não pensar em nada,
De fugir sem ver ninguém.
De cabelos negros ao vento na noite montada num cavalo branco, alado, com asas.
Ir ao Teu encontro.

2.9.10

Origins * Origens


Em teu silencio, olhar que me lê, mil palavras inaudiveis.
Resido na ponta de teus dedos que me tocam suavemente.

Quem és tu?

Meu olhar vai além de teu aparente corpo, que nada era antes de nascer, e nada será após partires.

Meu olhar vai além da aparente atracção fisica, procurando-te na imensidão do universo, onde tua alma reside, após tantas caminhadas.

28.8.10

Disillusionment of Illusion * Desilusão da Ilusão * Ilusión de la desilusión * Illusion de la désillusion

Oh abençoada deslilusão,
que me fazes arduamente despertar da imatura ilusão…

Mas como construir impérios sobre a ténue, fragil e mutável realidade?

O que ontem foi, hoje não é mais,
O que hoje sonhas, amanhã, acordas sozinho em teu leito,
Notando, percebendo, que nada é,
Do que não tem de ser.

4.8.09

Silence * Silêncio


Como descrever neste silêncio que me habita,
Todo o Amor que nutro por Ti
Quanta palavra em tempos foi dita,
Foram largadas ao vento,
Para nada dizerem, assim.
Quantos gestos foram tidos para demonstrarem um amor sentido,
Para nada ser manifestado no real plano das almas ali vivido.

23.5.09

Words, just words * Palavras, apenas palavras * Palabras, sólo palabras * Les mots, juste des mots


Se começasse a escrever, escreveria Poesias da alma, no entanto até a alma está perdida na altiva lua cheia, mergulhada num mar profundo.

Assim, que aqui me fico num abraço vazio, sem calor porque me faltam as forças, porque por vezes até para nós nos falta o calor de um abraço.

Envio-Te então num sopro uma nuvem de azul índigo que Te proteja sempre, e Te acompanhe nos Teus ensinamentos e caminhadas.

Escrevo… Porque? Porque escrevo para Ti? Não sei, de verdade que não sei, sei apenas que estas palavras a Ti se dirigem e a mais ninguém, não tenho a resposta, poderia simplesmente escrever o que me vai na alma e guardar, mas qualquer coisa faz que as envie para Ti., porque entrarão em ti a as saberás guardar.